Já parou para pensar nos vazios da cidade? Pois um grupo de profissionais de arquitetura e design decidiu fazer um mapa dos vazios urbanos de Curitiba. O levantamento foi feito no ano passado e o mapa deverá ser lançado na próxima edição da Exposição Arquitetura para Curitiba 2017, com data a ser definida.

Mas mesmo antes do lançamento do mapa os curitibanos já estão descobrindo seus vazios. Em fevereiro, o Coletivo de Arquitetura e Design Ponto 41, responsável pelo estudo, reuniu quase cem pessoas num piquenique noturno no calçadão da XV de Novembro. O objetivo foi mostrar à comunidade a falta de ocupação (portanto, um vazio)  à noite da avenida mais querida dos curitibanos.

Nesta semana o Coletivo alertou para outro vazio da cidade provocado pelo abandono a que foi relegado o prédio da antiga sede da Polícia Civil, na rua Barão do Rio Branco, em Curitiba. Cartazes e caixas de som com barulho de sirenes e de demolição levaram quem passava pela calçada a olhar para as grandes e belas fachadas completamente abandonadas do edifício que é parte da história da cidade.

O delegado aposentado Newton Pacheco passou por ali, como conta a repórter Raquel Deverecki, em matéria na Tribuna do Paraná. Ele conta que trabalhava no segundo andar do prédio. “Era muito bonito, tinha paredes e assoalho de madeira”. Hoje, as fachadas resistem ao tempo e o interior de um dos mais belos casarios da cidade é um vazio preenchido de entulhos e abandono. O prédio, que originalmente pertenceu à família Hauer é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) o que permite transformar o custo de restauro e preservação em potencial construtivo.

Habitué da Villa, o coletivo Ponto 41 é formado por 3 profissionais de arquitetura e design que acredita no processo de criação colaborativa com a aproximação e inclusão dos usuários.