Em artigo publicado nesta semana no site administradores.com.br, João Kepler, especialista em marketing, empreendedorismo, startups e vendas, trata de um assunto no mínimo polêmico: a vaidade que, alerta o consultor, pode colocar tudo a perder.

Kepler parte de definição de vaidade como a necessidade de vangloriar-se, de ostentar, de se exibir; e alerta para o fato de que “o que mais tem atualmente são pessoas focadas em métricas de vaidade ao invés de focar nos fundamentos de fluxo de caixa e capital de giro no negócio”. Orgulho e metas pessoais, afirma, não devem estar à frente do que realmente importa para o negócio: resultados efetivos e crescimento constante.

O tema é relevante e vale uma reflexão uma vez que envolve questões subjetivas – o que é sucesso ou bom resultado para um empreendedor, pode não ser para outro. Mas o fato é que avaliar um empreendimento pela métrica da vaidade é seguir uma trilha com um grande risco de se perder no meio do caminho.

Kepler define as métricas da vaidade como “tudo aquilo que não traz nenhum resultado concreto e financeiro para o negócio, ou seja, causam imensa satisfação pessoal, sensação de orgulho, ego lá em cima e claro, podem principalmente impressionar também alguns investidores desavisados”. Construir estratégias a partir de um falso sucesso gerado pela métrica da vaidade, alerta o artigo, pode trazer resultados desastrosos.

Já que o assunto é vaidade, quem poderá esquecer as cenas finais de ‘O advogado do Diabo, filme de 1997, com desempenho magistral de Al Pacino e Keanu Reeves? Quando todo o enorme suspense desaba para o que parece o final feliz do filme., ele, o diabo, reencarna na figura de um jornalista que propõe reabilitar a carreira do jovem advogado – que depois de hesitar um pouco, acaba aceitando. Aliviado por vencer mais uma, o demo suspira: “definitivamente, a vaidade é meu pecado favorito”!