Criada em Curitiba há mais de 15 anos, a marca Marido de Aluguel acabou virando um conceito que se espalhou por diferentes cantos do país e agora ganha, também em Curitiba, sua versão feminina, as Mari Donas.

Djair Trindade, que na época decidiu trocar o emprego de gerente de manutenção de uma grande rede hoteleira pela aventura de empreender, apostou no bom humor para atrair a clientela e, conta, registrou a marca Marido de Aluguel. Com o conhecimento em cursos e especializações e a prática adquirida ao longo dos anos de emprego, o resultado foi imediato: agenda cheia e uma clientela fiel, boa parte dela hoje formada por amigos conquistados ao longo do tempo.

Mas além da clientela, o “marido” acabou atraindo a concorrência. Basta uma busca no Google para perceber que a expressão “Marido de Aluguel” está em inúmeros anúncios, inclusive de franquias de negócios voltados a consertos e pequenas reformas em diferentes cantos do país.

Bem-humorado, Djair diz que não vê problema: “ Se você faz um trabalho caprichado, bem feito, com preço justo, respeita o cliente, cumpre horário, tudo dá certo e há espaço suficiente no mercado” diz ele que, há anos, mantém agenda cheia, o que muitas vezes implica em trabalhar fins de semana e feriados. “A marca é importante, mas tem que ter dedicação e seriedade. O resultado é que o cliente acaba virando amigo, sabe que pode confiar”, diz ele.

A vez das maridonas
Confiança, aliás, é palavra-chave para a jornalista Maria Augusta Brandt e a designer Melany Sue que, há dois meses, abriram oficialmente a empresa “Mari Donas – Reformas e Reparos com Borogodó – uma nova e também bem-humorada versão de marido de aluguel.

Ao decidir mudar de ramo, Guta e Melany buscaram conhecimento técnico, fizeram cursos específicos e em pouco tempo a agenda comprovou a percepção de que havia um nicho de mercado a ser explorado na área.

“O que percebemos é que há um público – pessoas idosas, que vivem sozinhas, mulheres, LGTB, que se sentem mais seguras com o trabalho feito por mulheres. Nós aliamos o conhecimento técnico ao capricho, deixar tudo em ordem na casa e percebemos claramente esta questão da segurança”, afirma Guta, comemorando a agenda cheia e a boa receptividade no mercado.

Uma das primeiras experiências da equipe, conta, foi a de um senhor aposentado que ligou pedindo ajuda para consertar uma tomada de um armário. “Foi muito bacana”, afirma, “perceber a confiança, o bom relacionamento e a aprovação do serviço de do atendimento feito”.

Com clientela garantida, as meninas já se preparam para os próximos passos: ampliar a equipe até o final do ano e desenvolver cursos rápidos de manutenção. Outro ponto, conta Maria Augusta, é a formalização de todo o processo desde o envio do orçamento até o contrato de prestação do serviço para alavancar o processo de crescimento.

E assim, maridos e maridonas parecem comprovar a velha máxima de que empreender passa necessariamente pelo tripé sonho, planejamento e trabalho, muito trabalho.

Foto: Barbara Vanzo