Motivadas pela emoção empreendedoras brasileiras buscam realizar sonhos

Redes de empreendedorismo e palestras gratuitas são as principais fonte de informações de negócios para 70% das mulheres empreendedoras no país. Motivadas a empreender principalmente por razões emocionais, elas têm como temas de maior interesse na busca de informações, questões como finanças, planejamento da empresa, formação de preços, marketing e vendas/negociação.

Os dados fazem parte dos resultados de pesquisa feita no ano passado pelo Itau, Avon e Facebook, com apoio da Rede Mulher Empreendedora e divulgados, entre outros, em matéria de Claudia Mamedi no site da Startupi.

Entre as 1,3 mil empreendedoras consultadas, 66% afirmaram trabalhar com o que gostam e 34% dizem que empreender é realizar um sonho. Elas também apontaram como fatores importantes a flexibilidade de horário (52%) e renda melhor do que trabalhando para os outros (40%).

Negócios com foco em pessoas

Uma outra pesquisa, feita pela Fundação Kauffman mostrou, segundo análise do consultor Gaspar Oliveira, que o jeito feminino de empreender parecer estar mais voltado para o foco nas pessoas, buscando crescer com os que estão à sua volta. Em geral, diz ele, as mulheres empreendem por paixão e pela vontade de ter mais tempo com a família.

Os especialistas, afirma Oliveira, são unânimes em concordar que as características femininas devem ser aplicadas como vantagem no mundo dos negócios. “E características que muitas vezes foram vistas de forma preconceituosa e associadas à fragilidade, como a sensibilidade e facilidade de relacionamentos, tornam-se diferenciais. Fazer mais de uma tarefa por vez, lidar com pessoas, valorizar a cooperação e prestar atenção ao cliente podem ajudar e muito o negócio a prosperar”, afirma.

E já que o assunto é pesquisa vale lembrar levantamento do Portal do Empreendedor mostrando que quase metade dos 62 mil microempresários de Curitiba são mulheres. Apresentados no Ciclo de Palestras promovido no ano passado nas Administrações Regionais pela Agência Curitiba de Desenvolvimento, os números mostram que as mulheres representam 49,3% dos microempreendedores de Curitiba, acima dos percentuais registrados no Paraná (46%) e no Brasil (48%).

Elas foram motivadas a empreender por circunstâncias familiares ou financeiras; para profissionalizar um hobby ou para buscar independência, com concentração maior nas áreas de comércio e serviços.

As mulheres, segundo o IBGE, representam 52,33% da população curitibana. São 916.792 mulheres e 835.115 homens (47,67%).