Arrumar um novo emprego não está fácil para ninguém, não é mesmo? A crise que nosso país vem enfrentando nos últimos anos tem contribuído para isso e por essa razão muitos profissionais têm optado por virar freelancer. Para se ter uma ideia do aumento do número deste tipo de trabalho, dos 430 mil cadastrados no site Workana em 2016, 55% começaram a atuar como autônomos nos últimos dois anos.

 

Mas as razões para o crescimento no número de freelancers não vêm só da crise econômica. Uma mudança cultural em relação ao trabalho, principalmente nas gerações mais jovens, também tem contribuído para que muitos considerem ser autônomos.

 

“Muitos profissionais buscam novas fontes de renda, estando empregados ou não, ao mesmo tempo em que desejam mais autonomia e liberdade”, afirma Tomas O’Farrell, cofundador do Workana.

 

Como começar?

A transição para uma carreira solo diferente, como todo recomeço, requer paciência e muita disciplina. Os desafios iniciais são muitos, mas a boa notícia para quem passou a vida toda batendo cartão ponto e respondendo a um chefe é que sim é possível se adaptar à um novo ritmo de trabalho. Mas atenção, é fundamental adotar um novo mindset. Esqueça horários e locais de trabalho fixos, tenha em mente que seu cliente é o seu “novo chefe” e entenda que sua renda agora é variável.

 

Veja a seguir sete dicas de ouro para uma vida mais tranquila como freelancer:

 

  1. Qual a sua especialidade?

Mesmo sabendo muita coisa e tendo muitas habilidades, evite aceitar projetos de áreas muito diferentes. Além de evitar atrasos e problemas na entrega dos projetos, você pode se diferenciar dos concorrentes mais rápido. Construir uma reputação é a sua missão número um. Somente depois de ser reconhecido no mercado pelo que faz também é que você pode considerar atuar em outras áreas.

 

  1. Qual o valor de seu trabalho?

Essa é talvez uma das mais difíceis tarefas para qualquer freelancer iniciante. Propor valores atraentes no início é uma boa maneira de atrair clientes, mas cuidado para desvalorizar o seu trabalho. O ideal para começar a calcular o seu valor é estipular quanto você vai gastar para exercer sua atividade e qual o seu custo de vida. Algumas ferramentas online podem ajudar na tarefa (veja a lista de sites para freelancers no final do post)

 

  1. Planejamento financeiro é vida!

Ter uma boa reserva financeira para o primeiro ano de freelancer é fundamental para quem quer atuar como autônomo em tempo integral. Calcule seus ganhos por ano e não mensalmente e coloque na ponta do lápis os custos com previdência e plano de saúde. Vai tirar férias? Como agora elas não serão mais remuneradas planeje seus dias de folga e faça uma poupança para evitar surpresas na hora de pagar a conta da pousada.

Avalie se vale mais a pena ser um MEI (Microempreendedor Individual) ou se abrir um empresa pelo SIMPLES faz mais sentido. Ah sim, declarar os ganhos também é obrigatório para freelancers!

 

  1. Clientes? Sim, por favor!

Seus amigos, parentes e ex-colegas de trabalho podem indicar seus serviços para conhecidos. Outra fonte de possíveis projetos são sites especializados em conectar clientes e freelancers. Alguns destes sites intermediam e garantem o pagamento, tornando as transações, mesmo que remotas, mais seguras para você.

 

  1. Rotina também é importante

Escritório, cartão ponto, hora de almoço… Para ser freelancer é preciso desapegar destes detalhes mais formais da vida de assalariado. Por isso é fundamental estabelecer regras para manter um bom ritmo de trabalho. Escolha um local de trabalho tranquilo e que ajude na manutenção de sua nova rotina.

 

  1. Não fique sozinho!

A sensação de solidão é muito comum para quem trabalha sozinho. Trabalhar em casa é confortável, mas pode ser entediante e desafiador para muitos freelancers. Entediante para quem precisa trocar ideias e interagir com outras pessoas e desafiador para quem não resiste a um sofá e Netflix no meio de uma tarde mais tranquila. Coworkings podem ser uma boa alternativa para isso. Além uma estruta completa para trabalhar, estes espaços são excelentes plataformas de networking. Lembre-se que sua rede de relacionamentos será uma das principais fontes de novos clientes e projetos!

 

  1. Mude com calma

Se o seu objetivo é viver exclusivamente de freelas, tente fazer a transição aos poucos. O ideal é continuar com seu emprego até obter reconhecimento suficiente em sua área para poder trabalhar sozinho. Se você já não tem mais um emprego também é possível ser freelancer. A diferença é que a disciplina e o planejamento terão de ser ainda mais severos. Uma transição mais lenta é melhor para que você posicione no mercado, com mais tempo para a construção de reputação e autoridade no mercado.

 

Confira alguns sites úteis para freelancers:

ComunicaGeral – Para programadores, web designers, profissionais de comunicação, marketing, design gráfico, internet e tecnologia.

Prolancer – oportunidades nas áreas de design e criação, fotografia e audiovisual, publicidade e marketing, redação e conteúdo e web e desenvolvimento.

99freelas – oportunidades para áreas diversas

Trampos.co – o site tem uma área especial para freelancers.

GetNinjas – site que reúne tipos variados de trabalho.

Freelance Web designer – site para web designers freelancers.

Workana – Plataforma voltada para programadores, designers, desenvolvedores, redatores, com oportunidades de emprego em toda América Latina.

Shoe Boxed – Site que ajuda a organizar a papelada como recibos, pagamentos e documentos.

Calculadora do valor da hora freelance – calcule o quanto cobrar por seus projetos

 

 

 

Camilo Batiston Prado

Texto de Camilo Batiston Prado

Camilo é publicitário e desde 2010 se dedica à comunicação na web. Depois de 8 anos trabalhando na indústria fundou com outros sócios o Villa Coworking. Hoje, além da Villa, trabalha em projetos de comunicação para empreendedores e pequenas empresas.